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	<title>Not a real illusionist</title>
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		<title>Eu.Você.Eles. Parte 2</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 09:03:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo este azul, talvez do céu, talvez do mar, talvez de nenhum dos dois. Talvez seja só um azul. Assim como sou só eu. Mas só não sou, não sendo só. Assim como o branco das nuvens não é só, sendo só o céu azul. Então, o que é o azul do céu? Eu sei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=35&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo este azul, talvez do céu, talvez do mar, talvez de nenhum dos dois. Talvez seja só um azul. Assim como sou só eu. Mas só não sou, não sendo só. Assim como o branco das nuvens não é só, sendo só o céu azul. Então, o que é o azul do céu? Eu sei que não sou somente o que sou&#8230; Mas não sei em qual contexto eu sou o que supostamente devo ser&#8230; Sou o azul do céu, ou o azul do mar? Supostamente, eu devo ser? É escolha minha? Será que eu quero, ou não? Será que você quer? O que você quer?</p>
<p>Se eu for, o que os outros serão? E se eu não for? Assim como a solidão me abraça e a companhia me beija, eu acabo perplexo por não saber. Não saber ser, não saber existir. Não saber sequer para onde ir. E não saber, ainda, o porquê. Por que nada faz sentido? Eles me disseram que tenho que ser. E que isso se chama “vida”. Eu quis entender, mas nunca consegui&#8230; O que eles querem? Será que eles sabem e não querem me contar? Será que eles sabem o que querem, e podem me explicar do que todo esse alvoroço se trata?</p>
<p>Então porque eles me dizem coisas diferentes? Será que eles são como eu? Será que eles são como você? Será que eles também não sabem, mas são porque se não fossem, eu não seria para eles? Será mesmo que eu não seria para eles? Talvez eu queira ser&#8230; Mas não assim. Talvez eu queira, só um pouquinho, ser também. Mas quero ser como você. E eu já não sei mais se posso&#8230; Porque sou o que sou para mim. O que sou para eles. O que eles são para mim. E mesmo se eu for, e mesmo se eu não for&#8230; no fundo, quem serei?</p>
<p>Se eu nasci deste jeito humano, por que não sou? A minha cabeça ainda dói&#8230; Eu só queria ser&#8230; Eles vão me deixar ser? Eles talvez gostem de mim. Ou quem sabe me odeiem. Mas eu não sei, devo eu gostar deles? Ou devo odiá-los? Por que isso não me parece fazer diferença? Eu queria ser, e gostar. Ser apenas parece vazio&#8230; Odiar, parece trabalhoso&#8230; Gostar me faz pintar quadros. Me faz querer cantarolar enquanto observo a janela lá de fora&#8230;</p>
<p>Mas, se eu gostar, eu serei eles&#8230; Devo ser eles? Mas, se eu for eles, terei que odiar também. E se eu gostar e não for eles? Então serei você. E não posso ser você. Você me faz bem&#8230; Você nunca se esquecerá de mim. Queria que eles fossem como você. Mas não posso ficar com você. E não posso te deixar. Quero, ainda mais, ser você&#8230; Mas também quero eles. Por que quero eles? Será que eles me querem também? Mas eles não são você. Eu só gosto de você. Mas, você sou eu? Eu sou você? Será que eles podem ser você? Mas, eu não sei se quero que eles sejam você. Você é especial&#8230; talvez especial demais para eles&#8230; Você é só para mim. Será que sou egoísta por querer eles além de você?</p>
<p>Eu não devia compará-los a você, mas quando estou com eles&#8230; Ajo como se estivesse com você. Isso é errado? Eles parecem não gostar muito de você, sabe? Quando eu tento ser você, eles se afastam&#8230; Será que eles não gostam mesmo de você? Mas, se for assim, também não gostarei deles. Mas, se não gostar,  terei de odiá-los. Aí, serei eles. Então, não serei você. Quem serei eu, pois? Quero ser você. Mas não quero que eles te odeiem. Não quero odiá-los. Quero continuar pintando quadros, não quero chorar por eles. Mas não quero que você chore por mim. Por isso não choro por ninguém. Será que você um dia já pensou em ser como eu? Poderíamos ser atores um dia&#8230; Eu seria você, e você seria eu. E juntos seríamos eles, até que a peça acabasse.</p>
<p>Mas e se a peça terminar antes do fim? Com que papel ficará você? Quem serão eles? Eu sei que quero ser você, não importa quanto tempo passe. E quero que, um dia, um deles seja você. Só assim poderei ser eu, e não sentir falta de você. Hoje eu sinto falta de você. Por que eles ainda não querem ser você? Será que um dia eles vão querer? Você não pode se perder&#8230; Se eu perder você, o que sobrará de mim? Eles não me satisfazem como você.  Mas, talvez, eles se tornem você. Então, quem é você?</p>
<p>Eu sou você. Você sou eu. E mesmo assim, não somos ninguém sem eles. E eles, não são ninguém sem você, mesmo sendo alguém sem mim. Eu não sei quem são eles. Eu não sei quem é você. E tampouco sei quem sou. Mas, sendo, saberei ser quem preciso ser. Até que um dia eu saiba quem você é, você será por mim. Até que um dia você saiba quem sou, eu serei por você&#8230;</p>
<p>Apenas por você. E por mais ninguém.</p>
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		<title>Eu.Você.Eles. Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 09:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez pensando em decapitar a obra que pintaste com tons efêmeros de cinza e amarelo&#8230; Um belo passarinho planava e uma janela assoviava o céu azul entre alvas nuvens, por trás dos olhos de um silencioso poeta que, a cada pincelada, não pensava em para onde iam suas mãos, mas seguia cegamente com seus toques [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=34&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez pensando em decapitar a obra que pintaste com tons efêmeros de cinza e amarelo&#8230; Um belo passarinho planava e uma janela assoviava o céu azul entre alvas nuvens, por trás dos olhos de um silencioso poeta que, a cada pincelada, não pensava em para onde iam suas mãos, mas seguia cegamente com seus toques supersticiosos e sua sala repleta de novos mundos. O que pintava, ninguém sabia ou ousava descobrir, nem mesmo ele&#8230; Sabia que um dia entenderia o que estava fazendo, mas, isso não importava tanto assim. Aquele clima, aquele ambiente&#8230; enfeitiçava seus olhos, a cada piscar lembranças fugidias vagavam sob um tom feliz e harmônico entre as curvas, as luas minguantes que molhavam as telas feito chuva. Pedaços, pequenos pedacinhos de chuva, que guardava consigo como se fossem memórias. Como se fossem frágeis, as agarrava em suas mãos, e punha-se a admirar. O céu, a janela, os quadros do quarto apertado. Apenas lisonjeava a si mesmo, ou talvez ao capricho da vida, aquele doce vislumbre de cores e regalias.</p>
<p>Não sabia sequer onde estava, e nem se este era seu lugar. Quem é você, estranho? Quem sou eu? E continuava a pintar&#8230; Lentamente, rapidamente. Não sentia raiva, não sentia dor, não sentia coragem, tampouco ódio. Acho que não sentia sequer o próprio sentimento&#8230; E se é que pode-se dizer algo, era feliz. Ao menos sob meu ponto de vista&#8230; Mas, ele se diria feliz? Onde estaria seu coração? O que de fato possui este artista que não desenha em cores o passado, nem o presente, nem seus amores, nem seus carmas, nem mesmo seus desejos&#8230; O que ele tanto ilustra? Será que ele possui memórias tristes e felizes como eu? Será que ele já encontrou o que tanto procurava na vida? O que será que eu procuro na vida?</p>
<p>Quem és tu que vives dentro de mim, e finges não saber quem é? Se eu possuísse escolha, gostaria de um dia esquecer de mim, e ser como você&#8230; Mas, quem é você? Procuro-te em seus quadros, procuro-te em sua chuva, em sua janela. E tudo o que vejo sou eu&#8230; Mas&#8230; Quem sou eu? Será que isso é tudo o que existe no mundo? O que será que existe no mundo? Quem são estes que me cercam&#8230; Quem são aqueles que passaram por mim? Quem é você que me fita , quem é você que me julga, quem é você que me vê? Quem é teu passado, quem é teu futuro? Quem pode dizer alguma coisa? Quem enxerga, quem não enxerga? Quem toca, quem deseja tocar, quem espera, quem se apressa, quem se extingue, quem floresce&#8230;? Quem sabe do mundo, quem sabe da vida, quem promete, quem sorri, quem chora&#8230; Quem se lembra&#8230; ou quem se esquece?</p>
<p>Sou eu? És tu? Por favor, me diga, que eu já não sei mais o que significa viver. Acordei em meio a este tumulto, com dor de cabeça e aspirinas no bolso&#8230; Tantas pernas passam, rápidas velozes, tantas bocas falam, doces ou atrozes. Quem são elas? Eu também não sei&#8230; O que será que sei? Talvez eu goste de pintar quadros&#8230; Talvez seja isso. Mas&#8230; por que vocês não estão no meu quadro? O que será que eu fiz? Quem são estas memórias que já não conheço? Você sou eu ? Eu sou você? Eles estão aqui, rápido, se esconda. Não podem vê-lo, não podem. Verão que sou fraco. Verão que sou forte. Mas, acima disso&#8230; verão que não sei quem sou. Não posso demonstrar, não posso ser, não sei. Quem sou eu? O que eu quero ser? E se eu for? E se eu não for? E se eles virem&#8230; que eu sou? Eles não podem saber que sou. Se souberem, não vão ser para mim. E porque os quero que sejam para mim? Por que os quero que sejam, e que não saibam que sou? Eu sou eles? Eles fazem parte de mim? Eu faço parte de alguma coisa?</p>
<p>Se faço, tenho que ser. Mas, como faço para ser? É tudo tão confuso&#8230; Onde será que eu estava quando bati a cabeça? O que eu espero estando aqui, não faço idéia&#8230; Se eu for, vão pensar que verdadeiramente sou? Mas eu sei que não sou&#8230; Eu sei que, lá no fundo, eu sou apenas um pintor. Talvez, um escritor. Talvez, um músico. Na verdade, sou um ator. Um artista, enfim&#8230; Será? Mas há escritores no mundo&#8230; Eu sou eles? Se cada verdade existir dentro de mim, quem serei eu? Sou uma colcha de retalhos, correndo atrás de um pedaço de pano. Mas, que pano? Tantas cores, e eu não sei o que existe no meu quadro. O que existe no meu quadro?</p>
<br />Posted in Uncategorized  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/notarealillusionist.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/notarealillusionist.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/notarealillusionist.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/notarealillusionist.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/notarealillusionist.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/notarealillusionist.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/notarealillusionist.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/notarealillusionist.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/notarealillusionist.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/notarealillusionist.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/notarealillusionist.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/notarealillusionist.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/notarealillusionist.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/notarealillusionist.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=34&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Historismo de Palpiteiro&#8230; Hmmm</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 23:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fábulas, crônicas, aventuras oneironautas, ataque ao meu deslustre. Meus temporários raquitismos mentais me mantém acordado para desenrolar histórias sobre coisa alguma, e talvez alimentar minha vendetta. As ruas vazias instigam meu espírito voraz, as chuvas audazes incorporam minha sede por&#8230; tudo. Ganância é uma virtude daqueles que podem se mover, uma inveja dos céus acima [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=32&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fábulas, crônicas, aventuras oneironautas, ataque ao meu deslustre. Meus temporários raquitismos mentais me mantém acordado para desenrolar histórias sobre coisa alguma, e talvez alimentar minha vendetta. As ruas vazias instigam meu espírito voraz, as chuvas audazes incorporam minha sede por&#8230; tudo. Ganância é uma virtude daqueles que podem se mover, uma inveja dos céus acima de ti, um orgulho acima dos vermes que devoram seu passado. Podes espancar-me, que sou feito de nepente, tortura-me, que sou feito de alcalóide. Mata-me a mim, querido eu, pois achaste sim, teu caduceu.</p>
<p>Meu  louvor à cacofagia foi sempre justificado por minhas escolhas estúpidas. Dentre possibilidades cabulosas e revelações intrujas, meu cárcere gritava: “Como ousas matar-me infiel!”. Dubiedade arisca que me arriscou a atirar-me ao relento, como num filme estrangeiro sem legendas. Mas não são apenas os olhos que podem ver, certo? Este passado que cochichou aos homens que eles possuíram heróis, lendas e grandes vilões. Possuíram na verdade velhotes inseguros, prostitutas sagazes e canalhas oportunistas. Não que eu não faça parte disso: Sou, na verdade, talvez o pior deles.</p>
<p>Voltando à imunidade humana, receio informar que somos indestrutíveis. Por sorte, ou talvez azar, fisicamente somos lixos ambulantes, então algumas pessoas fortes conseguem fugir. Aliás, força, fuga? Prefiro dizer loucas. Então, algumas pessoas loucas conseguem fugir. Devaneios a parte, continuemos discursando sobre o instinto de preservação deste dejeto reciclável. A cardialgia a que passamos parece ser infinita. Isso é óbvio, o tempo passa sempre, mas só olhamos o relógio quando queremos. Ou melhor: Chega de tempo. Tempo não existe. Observamos as possibilidades, apenas. Se existem, o fluxo corre. Se inexistem, persegue-se até que existam. Eu sei. Ou vou fingir que sei, sei lá. Palpite.</p>
<p>Noveletas nostálgicas, paro num momento para querenar. Sim, o lado de baixo do navio, o outro lado do iceberg, a querela entre minha santidade e meus pecados. Este futuro que afirmou aos homens que eles possuirão salvadores e gênios&#8230; Possuirão na verdade mártires e aberrações. Não que eu não faça parte disso: Sou, na verdade, talvez o pior deles&#8230;</p>
<br />Posted in Uncategorized  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/notarealillusionist.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/notarealillusionist.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/notarealillusionist.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/notarealillusionist.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/notarealillusionist.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/notarealillusionist.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/notarealillusionist.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/notarealillusionist.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/notarealillusionist.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/notarealillusionist.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/notarealillusionist.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/notarealillusionist.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/notarealillusionist.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/notarealillusionist.wordpress.com/32/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=32&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Insanos céus entre meias tingidas da cor da noite</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 07:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Deteriorados pensamentos derramados feito sangue ao ardor do insatisfeito balanço da justiça. O que supõe-se a ser, o que se deixa levar, etéreas histórias de um amanhã que desabrocha. Comentar sobre o tempo não é digerir versos mastigados sobre efemeridade, ou lamentações lamuriosas sobre começo e fim. O pecado de sua língua vai muito além [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=29&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deteriorados pensamentos derramados feito sangue ao ardor do insatisfeito balanço da justiça. O que supõe-se a ser, o que se deixa levar, etéreas histórias de um amanhã que desabrocha. Comentar sobre o tempo não é digerir versos mastigados sobre efemeridade, ou lamentações lamuriosas sobre começo e fim. O pecado de sua língua vai muito além disso&#8230; O tempo, não é quem cura, ou quem fere, tampouco quem leva: O tempo é aquele que, não sendo, te consome. É aquele que existindo ou não, não trará absolutamente nada, além de verbos e adjetivos limítrofes nesta carapaça velha e deformada, desestruturada e inflamável. Seu nome? Destino.</p>
<p>Frigorífico das almas, cratera impenetrável da loucura. Cada caminhar traz em sua ruptura o ventre de uma maternidade vendida, uma prole infectada pelos estigmas a ela impostos, saboreada pela presa sanguinária de um caçador de rapina. Tic-tac, tic-tac, e já não vejo mais as horas. Já não se contam segundos ou minutos, dias ou noites, meses ou anos. E não há quem diga que o tempo parou, não. Apenas, e simplesmente apenas, virei meus olhos ao relógio. Se você souber onde estará, deixará de caminhar?</p>
<p>Espelho, espelho meu. A face que vês é a face do mundo, não minha. Pois já não sou quem sou, e não és quem és. Prova-te muito da vacina, até saber que ela é feita do próprio veneno. Dependo de  ti tempo, e não dependes de mim. Se eu virar as costas para ti, tu as virarás para mim? Mas, meus dedos não encontram os teus. Linha demente, baile insano, podem dois corpos andar em direções tão opostas como se nunca houvessem se conhecido?</p>
<p>Adormece então o outrora, instigado e volúvel. Finge corroer a mente mas só deixa ao frenesi quem sente o que deveras mente. O que é de fato muito fácil, não exige esforço. Faz bem aos humanos imitar o tempo&#8230; Passar, e passar, deixando rastros, e nada mais. Estás a mercê de sua própria malevolência, criança, o que chamas de livre arbítrio é em verdade o que costumo apelidar de&#8230; Insatisfação.</p>
<p>Fala-se de loucura como se fala de tentação. Loucura&#8230;loucura&#8230; O que não se explica por palavras, não se explica, e basta. Falo do tempo como se fosse meu, falo do caos como se fosse ordem, falo da vida como se fosse morte.</p>
<p>E falo de ti, ó esperança, como se fosses minha&#8230;</p>
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		<title>Incorrigíveis sátiras ambulantes =]</title>
		<link>http://notarealillusionist.wordpress.com/2009/07/13/incorrigiveis-satiras-ambulantes/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 20:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Enigma em vislumbre, gesto impávido. A noite sorri sem motivo algum. Tempo refletido na aurora da solidão, licor do esquecimento, emblema da disfunção. Cintilam os avarentos faróis das lembranças que partiram na fragata exonerada da paixão. Ou seria compaixão ? Não sei, todavia não me incomodo mais. Somos  de fato muito egoístas, não somos ? [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=26&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enigma em vislumbre, gesto impávido. A noite sorri sem motivo algum. Tempo refletido na aurora da solidão, licor do esquecimento, emblema da disfunção. Cintilam os avarentos faróis das lembranças que partiram na fragata exonerada da paixão. Ou seria compaixão ? Não sei, todavia não me incomodo mais. Somos  de fato muito egoístas, não somos ? Do que dependemos afinal a não ser da eterna e transiente passagem do tempo&#8230; O resto nem nos importa mais. E com nossa flácida compostura continuamos a nadar pelos oceanos do ego humano, caçando a próxima luz do túnel esburacado que chamamos de presente. Esta suposta dádiva a que desleixamos, mas de que importa? O passado não nos condena, ele apenas oculta nossas fraquezas. Entrega-nos a chave da verdade e se esquece de fechar a porta. &#8220;Tranquem, tranquem, guardem ali o que bem entenderem. É o seu cantinho secreto que nem você mesmo vai encontrar um dia.&#8221; Onde está de fato a verdade quando tudo o que nos faz sentir vivos reside em nosso próprio corpo?</p>
<p>Ah, a vida. Como eu poderia odiá-la? Não poderia deixar de ser muito interessante saber que somos fracos, hipócritas e tão divertidos. Lógica, lema, conceito, limite e reação. Luzes, câmera, ação. A vida não está nos feitos, ou jeitos. A vida está no amanhã. Em cada novela que ele te trará, ou talvez em cada filme. O mais importante é não esquecer da pipoca, e saborear cada sobra de manteiga que lhe restar nos dedos. Porque nem sempre haverá a chance de rever cada comédia ou tragédia que dramatizarem neste palco torto que chamas de &#8220;existir&#8221;. Quem sabe um dia o ontem reviva no amanhã, aquém de nossas expectativas. Aliás, ele o fará, seja na terra que chamas de mundo, ou no céu que chamas de coração.</p>
<p>Memórias feito lantejoulas coladas em cartolina azul. Um largo título, ilustrações, textos coloridos e sempre algo para surpreender. Ponha então tudo o que há de bom, deixe que caia acidentalmente o elemento X e voi lá, aí estás. Piada, é o que soa. Mas somos isso mesmo&#8230; Sátiras ambulantes, um faz-de-conta absurdo e incoerente. Não que haja culpa sobre isto, afinal quem não quer uma boa história pra contar?</p>
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		<title>Palavras em forma de palavras.</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 02:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Furtividade obscena em forma de palavras. Um sino ao tocar, a solidão acena. Delírio em voga, serenidade mental em emulsão. Olhos estarrecidos entrelaçados sem ação. O laço incolor foge não da verdade, tampouco da mentira. Foge apenas das vontades e desvontades, de suas doces maldades, de sua entoante lira. Purgatório vil que olvida à nossa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=23&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Furtividade obscena em forma de palavras. Um sino ao tocar, a solidão acena. Delírio em voga, serenidade mental em emulsão. Olhos estarrecidos entrelaçados sem ação. O laço incolor foge não da verdade, tampouco da mentira. Foge apenas das vontades e desvontades, de suas doces maldades, de sua entoante lira. Purgatório vil que olvida à nossa mente todas as lembranças, reparte em tédio a sina que não avanças, entre o céu e o inferno deixa aberto o cadáver em seu terno. E em meio a toda esta necrofagia, um sorriso malévolo do finado o leva vagarosamente a outro mundo, outra magia.</p>
<p>Calçados sapatos tristes sapateiam em meio ao grupo de negros pedaços de carne que observam inertes um outro ser, igualmente inerte e vítreo. Não sei quem os convenceu a ficar assim, ou os fez aproximar, mas neste caso, a importância nunca importou. Sentimento de perda? Fim, começo, recomeço ? O que é a não ser um pequeno lembrete de que não somos imortais&#8230; Não é mesmo ? Mil novas mentiras, mil novas verdades, mil novas vontades. E apenas uma certeza. Morte. De certo, o tempo é esplendoroso&#8230; enlaça os homens, os enfeitiça a acreditar que o amanhã sempre existirá. Vitória, derrota, encontre ou perca, mate ou morra, e você, que caminho escolherá?</p>
<p>Distrações. Sua trégua para o seu exorcismo inevitável. A sua bandeira branca manchada de sangue, não&#8230; vermelha manchada de paz. São elas que nos mantém ocupados, observando sorrateiramente o cair do luar, garantindo que o vazio de dentro seja menor que o vazio de fora. Osmose. Gravidade. Atração. Calor. Química do pecado, filosofia da ilusão. Ciência da luxúria, matemática da compleição. És tu quem provas do flavor apenas atrás de provas? Ah, pequeno humano. Meu orgulho, minha falência. Criatura infectante, verme. Devora-me que te devoro, germe.</p>
<br />Posted in Uncategorized  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/notarealillusionist.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/notarealillusionist.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/notarealillusionist.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/notarealillusionist.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/notarealillusionist.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/notarealillusionist.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/notarealillusionist.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/notarealillusionist.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/notarealillusionist.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/notarealillusionist.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/notarealillusionist.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/notarealillusionist.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/notarealillusionist.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/notarealillusionist.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=23&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Como se não restasse a escassa e putrefata alienação interior&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 18:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como se não restasse a escassa e putrefata alienação interior, ainda teimava meu inconsequênte corpo embalsamado a descrever córregos pretos em várzeas brancas, com esta ignóbil tinta de mentira. Os limites do vazio afligem-se com sua existência, ou, porque não dizer, inexistência, enquanto os dedos correm para preencher o eterno branco de seu olhar. Por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=16&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como se não restasse a escassa e putrefata alienação interior, ainda teimava meu inconsequênte corpo embalsamado a descrever córregos pretos em várzeas brancas, com esta ignóbil tinta de mentira. Os limites do vazio afligem-se com sua existência, ou, porque não dizer, inexistência, enquanto os dedos correm para preencher o eterno branco de seu olhar. Por que a alma de um poeta nunca está satisfeita? Será que se deve ao fato de seus fantoches sempre criarem vida própria? Ou então, por ventura estes se findam por possuírem enfim, uma vida mais bela e digna do que seu próprio autor?</p>
<p>Um conto de fadas em sinfonia, um êxtase incandescente, fulgor, flor, amor, um céu partido em violeta, desequilibrado em falsas cores. Apenas um dilema de quem vive, apenas um destino de quem parte. Apenas as cordas presas sob este fio, vermelho, escarlate. Tal marionete que dança a melodia que não vê, não toca, não sente. Um véu envolto em torpor, uma alma carente? Ou uma sombra em verso e prosa, escrevendo com linhas o que de esgueira mente&#8230; Tal qual, qual for, faz parte do teatro, move-se frigidamente aos passos de uma noite em liturgia, quem sabe chegue aonde quer, quem sabe não queira chegar a lugar algum&#8230;</p>
<p>E o pequeno e substancial sopro de vida indaga, quem desejas ser hoje? Um tolo, um rei, um deus, não sei. Definitivamente alguém, e a isso, sua sina basta. Não por medo do esquecimento, ou por certeza de sua presença nefasta&#8230; Por mero luxo, por meios tortos, por renegado suplício de sua existência casta. Não é como se houvesse um motivo, nem um álibi que te acalente, nenhuma justificativa para seu desejo indecente. Ele apenas existe, assim como você. E se alguém se esmera em puxar suas cordas, eis que começas a bailar. Para onde vais, quem desejas ser, nem tu mesmo sabes.  Apenas com o leve toque de seus passos, a ti mesmo abres.</p>
<p>Desce em linho, em seda, em diligência leda..E o doce carrossel ao pôr do sol de mais um dia emenda as dores de uma boneca inocente. Por que olhos me deram, para que eu visse o que aos prantos desacreditei? Por que mãos me deram, se o vento que seguro escapa por entre minhas doces pálidas mãos? Por que alma me deram, se é nela que guardo o vazio que escorre pelas veias que cruzam meu coração? Mais um ato de uma peça inacabada, um fruto de uma consciência enamorada. Se em cada volta deste horizonte houver uma vontade que meu ser afronte, deixarei que por cada viela minha vida desperte minha doce sequela: Fato? Não, apenas sonho. Somente uma brincadeira por detrás das cortinas, que quando fecharem, deixarão nada além de aplausos.</p>
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		<title>Meias noites insanas entre linhas tingidas da cor do céu</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 18:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dementes frases estupefatas lançadas na silhueta da meia noite, laços remendados, botões de rosa&#8230; Flores murchas que desabrocham no tenro e habitual dia seguinte, me fazem recordar de quão bela era a vida que não tive. Revela-me o crepúsculo desacordado dessa redundante infância que não tinge mais meus sonhos de vívidos nuances, quem sabe me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=14&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dementes frases estupefatas lançadas na silhueta da meia noite, laços remendados, botões de rosa&#8230; Flores murchas que desabrocham no tenro e habitual dia seguinte, me fazem recordar de quão bela era a vida que não tive. Revela-me o crepúsculo desacordado dessa redundante infância que não tinge mais meus sonhos de vívidos nuances, quem sabe me surpreenda com seu enlace maternal que parece querer me envolver dia após dia. Não voltas, não vais, não vens, tempo meu que se cruza com meu insólito caminho. Até quando me vais perseguir? Até quando arrastará a sombra de meus antepassados à glória nefasta de seus sacrifícios? Perfídias reminiscências, que entrelaçam minhas manhãs, não me despertem tão cedo&#8230;</p>
<p>Minuto a minuto, as cores se despejam num céu que me atrai. Névoa branca que passa, minha imensidão escassa, de tudo, de nada, em cada sol uma porção de ti, em cada chuva uma lagrima minha, em cada noite um suspiro desiludido. Em cada vértebra um passo, em cada gota de sangue uma promessa minha, em cada fechar de olhos, um temor apreensivo&#8230; Corra, pequena esperança, antes que te alcancem. Delire pelas linhas desse diário sem fim, até que o futuro, tão inimigo do hoje, desista de te procurar.</p>
<p>Espelho, espelho meu&#8230; Não és espelho, és mentira. O que me mostras, já estou enfadonho de ver, não me procure&#8230; Se eu virar as costas para ti, tu as virarás para mim? Se eu te tocar&#8230; Irás me tocar? Viro-me lentamente&#8230; Seus passos são passos meus, tua melodia&#8230; É valsa de minha dança. Mas, meus dedos não encontram os teus. Linha tênue, baile ilusório, podem dois corpos ocuparem o mesmo espaço? Espelho, espelho meu, existe alguém, tão longe quanto eu? Passos curtos, e se me vou, te vejo se afastar. É, meu cristal, eras de fato, meu caduceu. És capaz de me curar?</p>
<p>Centro de gravidade, luz obsoleta do fim do túnel, santo, sagrado destino. Quem são seus próximos? Que raio de depressão te leva a esta terrível órbita? Caminha até o fim, prossegue esta trilha de estrelas mortas que ainda brilham&#8230; O que você andou pensando? Pode mesmo&#8230; Cintilar o que já se foi? O céu que olhamos todos os dias morreu há tempo&#8230; O tempo que morre todos os dias há séculos olha para este acinzentado céu. E acho que a graça não está na cor, ou no céu, ou nem mesmo no tempo&#8230; E sim nestes olhos levitados. Cerca-me, escuridão, fitem-me, tempos de glória. Até que um dia eu acorde&#8230; Tempera-me a alma azeda da luminescência de meus esquecimentos, traga-me ao obscuro consentimento de lutar, leva-me ao lúdico arbítrio de combater vitórias vãs que me endurecem a carne, enrijecem-me o espírito, e me partem&#8230; Até, que a morte os separe. “Até, que a morte me separe&#8230;”.</p>
<p>Pensar, que se tem posse de sua própria vida. Ridícula pretensão, história fabulosa. Fazes, andas, encalças seus domínios, apenas para observar os ventos levarem consigo a sua sina. Não fomos feitos para sermos fortes. Não fomos feitos para sermos o que precisamos ser. Somos feitos apenas&#8230; Para ser. E não importa que estrela nos traga o amanhã, esta estrela já estará morta, afinal.  Tétrico? Talvez. Bom? Ruim? Também seria petulante afirmar. É apenas&#8230; Verdade. E quem disse que precisamos ser fortes pra viver apenas com as verdades? O mundo não passa de seus olhos, sua boca, seus jeitos&#8230; Seus sonhos&#8230; A verdade em si pouco importa. Realidade&#8230; Realidade&#8230; Se fosses tão legítima, serias o suficiente para me enganar&#8230; Pois bem, não és&#8230; Estou vivo, estou vivo&#8230; Apenas dentro de mim&#8230;</p>
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		<title>Uma sonata ao luar sem luar algum</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 18:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Margens volúveis, volúpias que saem das janelas, uma doce nuvem molhada encerrando o cair do luar, tranqüilo e sereno. Gotas limiares que tocam minha não tão rubra face desvanecida descem até minha alma e melodiam a solidão tão fria, e, ao mesmo tempo, tão calorosa. Quisera eu ser o maestro fabuloso desta canção enevoada, todavia, posso apenas apreciá-la. Por que o vazio parece estar sempre cheio? Repleto de reflexões, cheias de ‘sim’, cheias de ‘não’, cheias de ‘talvez’&#8230; Cheias de vida, cheias de morte. Por que esta escuridão tão temida me é tão tenra? Talvez, porque me faça pensar. Se de fato sou tudo o que sou, devo tudo ao agora&#8230; Ao momento, à música. Notas que me fazem notar, que de fato, a solidão não é só&#8230; E nem somente. É apenas, tudo o que eu tenho.</p>
<p>Minutos que tiquetaqueiam, dando compasso à melodia. Ao som de passos, a vida volta a seu lugar. A sons escassos, a vida esquece do mundo, esquece da vida. Mas, não sou eu, é você. Não é você, sou eu. Por que a presença nos faz sentir que tudo é tão real?</p>
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		<title>Minutos adiantados escorrem das pupilas dos relógios</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 18:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frosty</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minutos adiantados escorrem das pupilas dos relógios. A alva manhã desdobra-se, a alvorada se deixa surgir aos poucos, como quem não quer nada. Como dizer ao passo do teu compasso, tempo meu, que este infinito não durará para sempre? O céu tinge com cores o mundo que vemos passar. Poderias me emprestar o céu, para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=notarealillusionist.wordpress.com&amp;blog=4020538&amp;post=10&amp;subd=notarealillusionist&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">M<span style="color:#ff0000;"></span>inutos adiantados escorrem das pupilas dos relógios. A alva manhã desdobra-se, a alvorada se deixa surgir aos poucos, como quem não quer nada. Como dizer ao passo do teu compasso, tempo meu, que este infinito não durará para sempre? O céu tinge com cores o mundo que vemos passar. Poderias me emprestar o céu, para dar vida ao meu?</p>
<p style="text-align:justify;">Quem dera o tempo carregasse as dores; Quem as leva, somos nós. Quem dera o tempo carregasse flores; quem as têm, já estão sós. Mas não se aflija, ó madrugada, o tempo te leva&#8230; Assim como tudo o que é tudo debaixo do sol, e nada o que é nada debaixo de nossas cabeças.</p>
<p style="text-align:justify;">Se pensasse o homem que o amanhã pertence ao ontem, que o ontem pertence ao nada, que o nada, a tudo pertence! A vida não é uma linha do tempo. É uma obcecada pintura a óleo e sonhos, incompletos, de sua própria hora. Os dias mancham as telas, os meses retocam o brilho, e os anos, ah, os anos secam as tintas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">E há quem queira pintar tudo outra vez&#8230; Mas onde encontrará outra tela? O céu, vida minha, é apenas um. Todavia&#8230; Não te preocupes. Seja um o céu, mas os olhos de quem o vê são muitos. Estes olhos, de quem são estes olhos? Pergunte ao tempo&#8230;</p>
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